Esta foto foi tirada no comecinho de 2009. Eu tinha acabado de fazer 60 anos. A vida me fez sorrir assim. Não quer dizer que não tenha passado por absolutamente nada na vida, acho que muito pelo contrário, por eu ter passado por muitas situações inesperadas aprendi a ser este sorriso.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
My sweet lord - George Harrison
Geoge Harrison era o Beatles que eu mais simpatizava, talvez por sua simplicidade e sua simpatia pelo hinduismo. E é com alegria que coloco em meu blog esta homenagem.
Crônicas escritas por mim - Um sonho desagradável
Quando eu era criança. E quando, acho eu, estava com febre. Por algum motivo, sonhava com umas bolas coloridas de diversos tamanhos e todas flutuando. As maiores iam engolindo as bolas menores. Com o resultado dessa associação iam ficando maiores ainda. Aquele sonho me fazia tão mal, que a impressão que tenho é que tentava sair correndo pro banheiro, mas não saía do lugar. Papai acordava, porque quando sonhava com isso, estava sempre dormindo com eles na cama. Por isso tenho a impressão de que tinha febre. Então ele falava: o que foi meu filho, que foi meu filhinho. Deita aqui. Deita aqui juntinho de papai. Eu então deitava. Ele ficava me acariciando e cantando algumas cantigas de ninar. Bem baixinho. Eu adormecia de novo. Mas nunca mais me esquecia do que tinha sonhado. E não gostava daquele sonho. Foram pelo menos duas ou três vezes durante a infância que eu havia sonhado exatamente com aquele mesmo sonho. Tenho a impressão que já associava aquele sonho com as camadas sociais.
Um desenho a lapis de cor de Carlos Ângelo
Vídeo - Asteroid, Android - De Vitor Araujo, um senhor pianista
Vitor Araújo é um bom pianista, além disso é irreverente e inovador. Eu adoro esta audácia.
domingo, 21 de dezembro de 2008
Uma crônica do que eu penso de uma passagem da minha infância
Comecei a pensar, então, num carrinho de criança, que minha mãe tinha para que me movimentasse, quando e onde ela quisesse. Todo de ferro e pintado de vermelho. Na parte de trás da cadeirinha de lona, tinha o gancho único pelo qual se era empurrado. A criança ficava sentada ao rés do chão e com os pés apoiados em dois suportes, na posição de um piloto de fórmula um. . O engraçado é que eu nunca me lembro dela me conduzindo. Só meu irmão, o maiorzinho do que eu. Este, por sinal me adorava, e me adora. Devia sair me empurrando no carrinho e perguntando a todos se já teriam visto como eu era bonitinho e que criança mais boazinha. Fora as corridas apavorantes que dava e os ziguezagues que fazia, e os finos do meio fio, e todo tipo de brincadeira que uma criança, inteligente, seja capaz de fazer e ter o prazer de ver, seu ser querido e dependente, apavorado, até para poder salvá-lo, do que nunca aconteceu.
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